Por Nadia Fontanta
Quem não gostaria de acordar amanhã com 21 anos e a cabeça que tem hoje? Creio que a maioria daqueles com mais de meio século de vida pensou um dia nesta possibilidade. Pra mim, especialmente, essa viagem imaginária traz saudades da inocência com que via o mundo. Existiam muitos sonhos - alguns realizados, outros perdidos, esquecidos...
Grandes desafios para uma menina embalada pelo som da Jovem Guarda.
A mistura desses ingredientes gera uma coragem perdida com o passar dos anos. Na juventude há uma natural despreocupação em relação ao que os outros pensam ou mesmo dizem sobre nosso comportamento ou escolhas. Somos jovens, não temos o conhecimento...
Porém, em cada aniversário, os chamados valores da sociedade são ensinados, impostos. De forma homeopática, cobram comportamentos e um modelo de sucesso. A cobrança pode vir numa simples frase: Essa roupa não combina com uma mulher que agora é mãe, diz o marido ciumento.
Você não deve falar alto em público só porque encontrou uma amiga querida. Seja chique, ensina o livro de etiqueta da mesinha de cabeceira das celebridades, que uma amiga nos recomendou.
Não concordamos, mas nos submetemos porque queremos fazer parte de um grupo. O estranho é que temos consciência de toda essa realidade. Com o conhecimento, a sabedoria, questionamos se fizemos as escolhas certas. Sempre há perdas e ganhos. Por isso, permita-se continuar sonhando. Crie desafios especiais. Viaje no tempo só pra reencontrar a ousadia estacionada em algum canto. E siga em frente brindando-se com novas realizações, encontros e desencontros.
Nádia Fontana é jornalista, relações públicas e publicitária.
Atualmente, é editora da Tribuna Pop do jornal Tribuna do Paraná (nadia@tribunadoparana.com.br).
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